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USP confirma 1º caso da variante sul-africana do coronavírus no Brasil

A principal preocupação de médicos e especialistas é que essa mutação tem mais chance de transmitir e de escapar das respostas imunes de vacinas ou infecção anterior.

07/04/2021 16h38 Atualizada há 8 meses
Por: Redação Fonte: R7
USP confirma 1º caso da variante sul-africana do coronavírus no Brasil

Pesquisadores confirmaram que a amostra coletada na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, há uma semana, é da variante do SARS-CoV-2 encontrada pela primeira vez na África do Sul, em dezembro de 2020. A notícia foi publicada nesta terça-feira (7) pelo Jornal da USP.

A principal preocupação de médicos e especialistas é que essa mutação tem mais chance de transmitir e de escapar das respostas imunes de vacinas ou infecção anterior.

De acordo com o estudo, a mulher de 34 anos que apresentou a mutação não teve histórico de viagem para o país africano e nem teve contato com pessoas que estiveram fora do Brasil.

Em entrevista ao Jornal da USP, o pesquisador Rafael dos Santos Bezerra, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, um dos autores do trabalho, afirmou que não é possível saber como a variante chegou ao Brasil. “A hipótese mais segura nesse instante é que seja uma cepa importada, pois Sorocaba é uma área de indústrias com alto fluxo de pessoas, porém apenas com mais estudos isolados poderemos confirmar um possível evento de convergência”, explicou.

A descoberta foi feita por um grupo de pesquisadores de amostras genômicas do vírus no Estado de São Paulo. O Instituto Butantan coordena o estudo, que tem participação da USP e outras instituições de pesquisa.

Nesse ensaio, foram sequenciados 217 genomas do vírus, a partir de uma coleta de amostras em diversas cidades paulistas, entre elas Sorocaba, Araçatuba, Marília, Taubaté, Campinas e Ribeirão Preto, além de munícipios das regiões da Grande São Paulo e Baixada Santista.

Dos genomas analisados, 64.05% eram da variante amazônica; 25,34% da linhagem que mais circulava no Brasil antes do surgimento da mutação de Manaus; 5.99% da cepa do Reino Unido e um caso da sul-africana.

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