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Médica autista de 26 anos está à frente de hospital de campanha para pacientes com Covid

Larissa foi diagnosticada com transtorno de espectro autista ainda na infância.

21/04/2021 14h35 Atualizada há 7 meses
Por: Redação Fonte: Uol
Médica autista de 26 anos está à frente de hospital de campanha para pacientes com Covid

Larissa Rodrigues de Assunção, uma médica autista que tem transformado positivamente a rotina de um dos hospitais de campanha de Porto Velho, em Rondônia.

Larissa tem 26 anos e assumiu este ano a gerência do Hospital de Campanha Zona Leste, montado no antigo Cero, Centro de Reabilitação de Rondônia, para tratamento de pacientes com Covid-19.

O Hospital de Campanha onde Larissa trabalha conta com 50 leitos de UTI e 10 de leitos clínicos, todos ocupados ou já reservados. Para atender aos pacientes, ela gerencia o plantão clínico e lida com a instabilidade de uma realidade difícil de digerir. Em carga horária de 80 horas semanais, ela é diretora clínica do hospital e também atende aos pacientes em plantão

Larissa foi diagnosticada com transtorno de espectro autista ainda na infância. Ela conta que sofreu muito bullying e precisou trocar de escola algumas vezes.

A jovem médica tinha dificuldades de se relacionar, interagir com colegas, professores e de fazer contato visual com alguém. Apesar disso, ela sempre foi uma criança brilhante. E isso a fez ter conquistas a vida inteira.

Medicina

A medicina veio como uma forma de lidar com as próprias barreiras internas. Larissa tem uma superdotação intelectual, que a ajuda a entender o que ela conquistou até aqui.

A jovem entrou para a faculdade de ciências sociais da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) em 2011, com apenas 14 anos.

Foi a vontade de compreender a mente humana que motivou a mudança de Uberlândia (MG) para Porto Velho (RO), para cursar medicina na Unifimca (Centro Universitário Aparício de Carvalho).

Após concluir o curso, Larissa emendou uma pós-graduação em neurociências pela Universidade Duke, nos EUA.

Hoje ela finaliza duas especializações — neuroimagem pela Universidade Johns Hopkins (EUA) e psiquiatria pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

“O autismo faz parte de mim, mas não me define e não limita o meu potencial.”, concluiu a médica.

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