Sábado, 16 de Outubro de 2021
83 9 9869-1587
Brasil Blue e Babalu

Cães aguardam adoção dois meses após morte de donos por Covid

Blue e Babalu ainda estão na casa dos antigos donos, Natalina Aparecida e José Batista. Imóvel, porém, será entregue ao locador na próxima semana, e animais precisam de um novo lar.

02/05/2021 13h55
Por: Redação Fonte: G1
Cães aguardam adoção dois meses após morte de donos por Covid

Duas cachorras procuram um novo lar dois meses após seus donos terem morrido vítimas da Covid-19 em Sertãozinho (SP). A casa em que Blue e Babalu vivem, que era alugada, precisará ser entregue na próxima semana pelo filho do casal, o psicólogo Ronaldo Ferreira Batista.

Natalina de Fátima Aparecida, que tinha 59 anos e trabalhava como cuidadora de idosos, morreu em 24 de fevereiro. Doze dias depois, em 8 de março, morreu também seu marido, José Teófilo Ferreira Batista, que era aposentado.

Desde então, quem cuida das cadelas é Ronaldo, que vai à casa onde os pais moravam duas vezes ao dia, para alimentá-las e brincar. Ele diz que não pode adotá-las porque não há espaço no apartamento onde vive e, por precisar sair para trabalhar, elas ficariam sozinhas o dia todo.

O casal tinha ainda um gato, Sheldon, que foi adotado pela avó de Ronaldo, além de outra cachorra, a Debby, que hoje vive com outro filho do casal em Serrana (SP). Por falta de espaço, porém, ele não pôde levar junto Blue e Babalu.

As cachorras ainda sentem a perda de Natalina e José, que há oito anos adotaram Blue, vinda da rua, e ficaram com um dos filhotes dela, a Babalu. Ronaldo conta que, mesmo dois meses após as mortes, elas mantém costumes da rotina que tinham com o casal.

"Como meu pai ficava em casa, ele passava o dia todo com elas. Toda vez que eu abria a porta, elas latiam na expectativa de que fossem eles. Foi bem triste ver a esperança que elas tinham de ver meus pais voltarem para casa", diz.

O casal fazia parte de grupos de risco para a Covid-19. Natalina estava acima do peso e José, que era cadeirante, fazia tratamento contra hipertensão, diabetes e uma epilepsia que passou a ter após um acidente vascular cerebral (AVC). Os animais, Ronaldo diz, ajudaram a família até a enfrentar a perda.

Ronaldo conta com ajuda da ONG Adota Pet Sertãozinho, que mantém uma página no Instagram, para encontrar um novo lar para Blue e Babalu. O projeto publica imagens de cães e gatos disponíveis para adoção na cidade, localizada a cerca de 350 quilômetros da capital paulista.

 

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias