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Vigilância Sanitária interrompe culto de Marco Feliciano com aglomeração

Nas redes sociais, o pastor evangélico convocou seus seguidores a "fazerem caravana" para o culto.

02/05/2021 14h01
Por: Redação Fonte: Yahoo
Vigilância Sanitária interrompe culto de Marco Feliciano com aglomeração

Um culto evangélico com a participação do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi interrompido pela Vigilância Sanitária na noite do último sábado (1º), na cidade de Morro Agudo (a 395 quilômetros da capital paulista).

A fiscalização, que também contou com a presença da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e das polícias Civil e Militar, flagrou aglomeração durante a celebração religiosa em descumprimento às regras do Plano São Paulo, instituído pelo governo estadual para conter a pandemia de coronavírus.

A Vigilância Sanitária chegou ao local por volta das 20h, quando o culto já estava sendo realizado havia uma hora, e viu pessoas do lado de fora (a entrada da igreja estava bloqueada com fitas adesivas para limitação de público). Os fiscais orientaram o pastor responsável, Felippe Santos, que encerrasse a celebração e evacuasse o local em 20 minutos.

Um auto de infração foi lavrado contra a igreja pelo descumprimento das normas sanitárias de combate à Covid-19. O pastor Felippe Santos se defendeu e disse não ser responsável pela aglomeração formada durante o culto.

"A igreja é pública, só que chegou muita gente. Mandamos até algumas pessoas irem para casa, mas o povo não quis e ficou do lado de fora por conta própria. Se eu mando embora, vem processo contra mim. As leis precisam ser respeitadas, mas cada pessoa tem que ter responsabilidade", afirma o líder da Assembleia de Deus Leão de Israel.

O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) recebeu denúncias de que Marco Feliciano teria convocado fiéis pela internet para comparecerem ao evento religioso. "Venha você e sua família, faça uma caravana", disse o pastor nas redes sociais.

A Promotoria acionou a Vigilância Sanitária e a comissão da OAB de fiscalização das normas contra a Covid-19. As duas entidades chamaram o pastor Felippe Santos, e o líder religioso assinou um termo se comprometendo a cumprir as determinações públicas.

No culto, os fiéis usavam máscaras e ácool em gel, e também tiveram suas temperaturas aferidas. Entretanto, durante sua fala, Marco Feliciano dispensou o item de proteção. Em decorrência da superlotação, a Vigilância Sanitária lavrou um auto de infração contra a organização da igreja.

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