Quinta, 23 de Setembro de 2021
83 9 9869-1587
Anúncio
Brasil A conta-gotas

Após 4 meses, só 39% dos idosos tomaram duas doses da vacina

Especialistas listam falta de imunizantes e de campanha nacional como entraves e apontam que, no ritmo atual, a vacinação de adultos só será concluída em 2023.

21/05/2021 07h33 Atualizada há 4 meses
Por: Redação Fonte: G1
Após 4 meses, só 39% dos idosos tomaram duas doses da vacina

Após quatro meses de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, apenas 39% dos idosos acima de 60 anos foram vacinados com as duas doses no Brasil, considerando todas as vacinas. Isso revela um desafio ainda maior para que o país consiga imunizar a maior parcela da população: a formada pelos adultos até 59 anos.

Ao ampliar a análise para todo o grupo prioritário, que totaliza pouco mais de 78 milhões de pessoas segundo a última atualização do Plano Nacional de Vacinação, vê-se que 45% receberam a 1ª dose e somente 20% podem ser consideradas imunizadas, pois receberam também a 2ª dose.

Entende-se como grupo prioritário os profissionais de saúde, os idosos acima de 60 anos, as grávidas, os indígenas, entre outras categorias incluídas recentemente.

Os 4 principais entraves para que a vacinação seja efetiva são a falta de vacina, baixa cobertura da 2ª dose, comunicação falha e falta de busca ativa e dados de gestão de difícil acesso.

Segundo levantamento do Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a cobertura vacinal dos adultos com mais 20 anos será concluída apenas no início de 2023 se for mantida a média de aplicação de segunda dose dos últimos 30 dias.

Terceira onda

A vacinação eficiente é a principal arma para evitar uma terceira onda de casos e mortes causadas pelo coronavírus. A possibilidade de uma nova onda foi levantada pela Fiocruz, em um boletim extraordinário do Observatório da Covid-19 da fundação.

O Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, acredita que é provável uma terceira onda no Brasil no inverno por conta da sazonalidade do vírus e o baixo ritmo de vacinas, mas projeta que não será tão forte quanto a segunda onda.

O IHME usa um modelo estatístico para calcular o número total de mortes por Covid-19, incluindo aquelas que não foram comprovadas por testes. Dessa forma, tenta corrigir a subnotificação que ocorre em praticamente todos os países. As projeções do instituto são usadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pelo governo norte-americano.

Leia também:

Jonathan e namorada são indiciados pela morte e ocultação de cadáver de Patrícia Roberta

Dois motoboys ficam feridos após colisão em cruzamento da Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa.

STF rejeita pedido da PGR e mantém vacinação de professores em João Pessoa

Paraíba tem maior número de pacientes internados por Covid-19 em 24 horas desde o início da pandemia

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias