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Brasil Tragédia familiar

Professora que perdeu pai, mãe e avó para a Covid em intervalo de 17 dias é vacinada “A vida não espera”

Atualmente afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para se tratar de um transtorno depressivo devido aos traumas de tantas perdas.

20/06/2021 14h48
Por: Redação Fonte: Notícia Paraíba
Professora que perdeu pai, mãe e avó para a Covid em intervalo de 17 dias é vacinada “A vida não espera”

A professora da rede municipal de ensino Tallyta Cerqueira recebeu, neste sábado (19), a primeira dose da vacina contra a Covid-19.  

Em menos de um mês, a jovem perdeu três familiares para a doença. No dia 11 de março, faleceu a avó, Terezinha Camera. Apenas dois dias depois, 13 de março, ela perdeu o pai, Wilson Alves de Souza. E, 16 dias depois, 28 de março, a mãe de Tallyta morreu, Inês de Fátima Camera. 

Com todas as perdas, a família de Tallyta se reduziu ao irmão, Marllon Matheus Camera de Souza, ao filho, Bernardo, de nove anos, e ao marido, Eduardo Cerqueira.  


Avó, mãe e pai de Tallyta

A educadora que mora em Campos Gerais, Minas Gerais, aproveitou a ocasião para lamentar a morte dos familiares que perdeu para o Coronavírus e para conscientizar mais pessoas sobre a importância de receber o imunizante.  

Com um cartaz que detalhava a data em que perdeu cada familiar, Tallyta usou o momento para deixar um recado: “A vida não espera!”, dizia o cartaz. 

Atualmente afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para se tratar de um transtorno depressivo, a professora está lotada na Escola Municipal Maria Antônia de Andrade, na região do bairro Santa Luzia, o mesmo de sua falecida mãe. 

Tallyta explicou que adaptação a uma vida sem a presença de metade da família é muito difícil, como seria de se esperar. "A superação é diária, assim como a falta de todos. Todo dia torna-se um desafio, qualquer tomada decisão, qualquer escolha, sem poder recorrer às pessoas que sempre estavam ao meu lado, tornam-se muito mais difíceis", destacou. 

A jovem falou ainda da revolta que as vezes chega a sentir quando se lembra que faltou pouco tempo para os familiares terem se imunizado e estarem todos aqui com ela. 

"Chega a ser revoltante, porque perdi mais da metade da minha família toda de uma vez, devido a algo que já deveria ter acontecido e com mais rapidez. Mas, ao mesmo tempo, grande é a gratidão pela minha vez ter chegado, por meu irmão estar imunizado e pelo dia da vacinação do meu esposo chegar. Vacina salva vidas", conclui.   

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