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Polícia Hello Kitty

De cantora de igreja a gerente do tráfico: saiba quem era Hello Kitty, uma das líderes do CV morta em confronto com a PM

Rayane Nazareth Cardoso da Silveira, de 21 anos, tinha um vasto histórico de crimes e nas redes sociais, ostentava fotos armada.

16/07/2021 21h20 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: G1
De cantora de igreja a gerente do tráfico: saiba quem era Hello Kitty, uma das líderes do CV morta em confronto com a PM

Uma criminosa jovem e, mesmo assim, conhecida na hierarquia do tráfico na Região Metropolitana do Rio.

Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, a Hello Kitty, de 21 anos, morreu em uma operação no Salgueiro, em São Gonçalo, nesta sexta-feira (16).

Investigada por crimes que vão de roubos a homicídios, ela era gerente do tráfico na comunidade Nova Grécia, também em São Gonçalo.

Rayane foi criada no Morro da Ilha da Conceição, em Niterói. Investigações da 78ª DP (Fonseca) apontam que ela começou no crime na comunidade.

Origem do apelido e religião

Nas redes sociais, onde gostava de se exibir, há registros dela aos 15 anos já mostrando armas. 

O apelido Hello Kitty é dessa época e teria sido dado por criminosos, por ela ser menina e meiga, mas ao mesmo tempo corajosa e ousada como os bandidos mais experientes.

Em novembro de 2015, ela fez uma tentativa de deixar o mundo do crime e passou a frequentar uma igreja evangélica junto com parentes e amigos. Lá, ela descobriu o dom de cantar e passou a se apresentar nos cultos da igreja.

A fase evangélica durou alguns meses e ela voltou à vida do crime. Em 2016, ficou grávida. O filho de Hello Kitty tem 4 anos.

Em 2018, Rayane entrou na mira da polícia. Com idade entre 18 e 19 anos ela já cometido uma série de roubos e era denunciada por vítimas na região do Fonseca, bairro da Zona Norte de Niterói.

Ela praticava os crimes com um namorado, que morreu em Minas Gerais, segundo a Polícia Civil. Nas redes sociais, Hello Kitty, além das armas, sempre deixava à mostra uma tatuagem de gueixa que tinha na perna.

Perfil da traficante

Rayane morou no Morro do Sabão, também em São Gonçalo, e depois foi para a Nova Grécia, onde morava sua família.

Foi lá que ela conheceu o traficante Alessandro Luiz Viera Moura, o Vinte Anos, apontado como chefe do tráfico da região, e mudou de facção — da ADA para o Comando Vermelho.

Até esta sexta-feira, Hello Kitty era gerente geral do tráfico no Complexo do Salgueiro, chefiado por Vinte Anos. O traficante era tratado com reverência por Rayane, que fez uma tatuagem em sua homenagem. Os dois foram mortos na operação policial.

Em 2020, o Portal dos Procurados, oferecia uma recompensa de R$ 1 mil por informações sobre Hello Kitty. Ela era considerada uma das criminosas mais procuradas do estado.

“Ela perpetrou vários roubos com o comparsa que faleceu em Minas Gerais, o namorado dela. Depois, ela se refugiou em comunidades em São Gonçalo e passou a atuar efetivamente como um braço do tráfico de drogas", disse a delegada Camila Lourenço, da 78ª DP em 2020.

Contra Rayane, havia dois mandados de prisão preventiva por roubo majorado.

Em julho de 2019, Hello Kitty foi um dos principais alvos de uma operação no Complexo do Salgueiro, mas ela conseguiu fugir.

Hello Kitty era membro da chamada "Tropa dos 20 anos" e pessoa de confiança do chefe.

Roubo de veículo

Em 2018, Hello Kitty, que era gerente do tráfico do morro Nova Grécia, já tinha um mandado de prisão preventiva por um roubo cometido em Niterói, município vizinho a São Gonçalo, também na Região Metropolitana do Rio.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Rayane participou de um roubo à mão armada contra um homem e uma mulher, que tiveram um veículo levado por ela e outros dois criminosos.

No carro, havia ainda um notebook, celulares e uma mala de viagem. O veículo foi abandonado na Ilha da Conceição, e posteriormente recuperado, assim como os celulares. A mala, no entanto, foi levada pelos criminosos na fuga.

Um comparsa de Hello Kitty, Juliano Almeida Gonçalves, foi condenado pela Justiça, após ser reconhecido por uma das vítimas.

Apesar de ter sido citada nos dois processos, Rayane nunca apresentou um advogado para defendê-la.

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