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Rebeca leva 'Baile de Favela' às finais das Olimpíadas de Tóquio

Rebeca Andrade deu show na classificatória da ginástica artística e encantou ao som do funk no solo.

25/07/2021 09h09
Por: Redação Fonte: Globo Esporte
Rebeca leva 'Baile de Favela' às finais das Olimpíadas de Tóquio

Vai ter Baile de Favela nas finais das Olimpíadas de Tóquio! Neste domingo, Rebeca Andrade deu show na classificatória da ginástica artística. Encantou ao som do funk no solo. Voou alto se equiparando a Simone Biles no salto. Mostrou que é completa. 

A ginasta de 22 anos conquistou vaga em três finais e vai tentar ser a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica.

Flávia Saraiva brilhou na trave e avançou à decisão, mas logo depois, no solo, voltou a sentir o tornozelo lesionado.

Depois de duas cirurgias nos joelhos só neste ciclo olímpico, Rebeca foi exemplo de superação, se equiparando às melhores do mundo novamente. Finalista do individual geral na Rio 2016, ela se classificou mais uma vez para a disputa das ginastas mais completas. E passou na segunda posição, com 57,399 pontos, atrás apenas da americana Simone Biles por 0,332. Ainda foi a terceira colocada no salto e a quarta no solo.

- A gente treina bastante para dar nosso melhor em poucos minutos, que é o que duram nossas séries. Nessa coisa de pandemia foi muito complicado. A gente ficou muito tempo em casa, sabendo que vinha um ano tão importante, tão esperado. Então estar aqui é uma alegria enorme. Estar aqui com a Flávia. Foi triste não ter terminado a competição com ela, mas fiquei muito feliz de saber que ela pegou final do melhor aparelho dela. Sei que ela vai dar 110% dela. Assim que eu vi ela chorando, eu disse: “Cara, isso é ginástica”. Essas coisas acontecem, e acontecem para te deixar mais forte. Eu passei por uma dessas três vezes. Tem que usar isso como uma coisa boa. Não pesar só o lado negativo. Ela vai ter mais uma semana para se recuperar, para pensar o que quiser. Eu vou fazer a mesma coisa. É um dia após o outro. Foi um ano muito difícil, e consegui fazer boas apresentações. Então estou muito feliz - disse a ginasta.

Rebeca tem a primeira chance de medalha na quinta-feira, às 7h50 (de Brasília), na final do individual geral. A decisão do salto vai ser disputada no próximo domingo, e a do solo no dia 2 de agosto.

Quinta colocada na trave da Rio 2016, Flavinha se classificou novamente para a final do aparelho. Com uma série muito firme, arrancou a última vaga. A ginasta machucou o tornozelo direito na última acrobacia do solo - ela lesionou em maio. Flavinha vai ter tempo para recuperar o tornozelo. A final da trave é só no dia 3 de agosto, às 5h48 (de Brasília).

Grande estrela da ginástica artística, Simone Biles se classificou para todas as finais dos Jogos de Tóquio. Ela era favorita para cinco dos seis ouros, mas não era apontada como candidata à decisão das barras assimétricas. Acabou faturando a última vaga na final do aparelho para quem sabe surpreender com seis pódios no Japão.

Equilíbrio na trava

As brasileiras abriram a classificatória na trave. Rebeca passou bem pelo aparelho. Com apenas pequenas falhas de execução, conseguiu 13,733 pontos.

O baile de Rebeca

Rebeca, por outro lado, encantou com seu Baile de Favela no solo. Ela cravou quase todas as acrobacias. Apostou em uma boa execução para se aproximar de rivais com nota de dificuldades maiores. Com 14,066 pontos, foi a quarta colocada, apenas um décimo atrás da líder, a italiana Vanessa Ferrari.

Voando entre as maiores

Rebeca voou alto no salto. Pela primeira vez ela apresentou um Cheng em competição, um salto de elevado grau de dificuldade (6,0). Foi praticamente cravada e conseguiu 15,400 pontos! Mais cedo, Simone Biles fez o mesmo salto e tirou 14,966. No segundo voo, Rebeca fez um Duplo Twist Yurchenko quase cravado e conseguiu 14,800 pontos, enquanto Simone fez um salto mais forte (Amanar) e cravado (15,400). Com média 15,100 pontos, foi a terceira colocada, apenas 0,083 atrás da líder Simone Biles.

Barras assimétricas

Rebeca fechou as classificatórias nas barras assimétricas. O aparelho, que sempre foi um ponto fraco do Brasil, é um ponto forte da ginasta. Ela teve uma boa execução, mas perder algumas ligações de movimentos para deixar a série mais segura. Com 14,200 pontos, não conseguiu ir à final do aparelho, mas somou pontos importantes para o individual geral.

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