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Política Desabafo

Filho de 15 anos de Bruno Covas chama Bolsonaro de covarde após presidente atacar o pai

O filho do ex-prefeito reagiu e disse que o ataque foi uma forma cruel e covarde a alguém que não pode mais se defender.

03/08/2021 09h29 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Notícia Paraíba
Filho de 15 anos de Bruno Covas chama Bolsonaro de covarde após presidente atacar o pai

O adolescente Tomás Covas, de 15 anos, filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB-SP) , decidiu se manifestar sobre os ataques desferidos nesta segunda (2) por Jair Bolsonaro contra seu pai, que morreu em maio deste ano após uma longa batalha contra o câncer.

Bolsonaro afirmou a apoiadores na porta do Palácio do Planalto, referindo-se a Covas: “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”.

O filho do ex-prefeito reagiu e disse que o ataque foi uma forma cruel e covarde a alguém que não pode mais se defender.

"Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas", afirmou o adolecente.

"Uma tristeza as agressões vazias do presidente contra meu pai. Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender. Meu pai sempre foi um homem sério e fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento", lamentou o filho de Covas.

"Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila", desafabou.

Na época do jogo, o então prefeito chegou a ser criticado nas redes sociais, e respondeu com uma manifestação em seu perfil no Instagram.

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