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Patos, Pombal e Juripiranga são as cidades com maior número de resgatados de trabalho escravo, na Paraíba

Entre 2003 e 2019, 874 paraibanos ou radicados na Paraíba foram encontrados em condições análogas à escravidão em vários Estados do Brasil.

03/08/2021 12h33 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Notícia Paraíba
Patos, Pombal e Juripiranga são as cidades com maior número de resgatados de trabalho escravo, na Paraíba

As cidades de Patos, Pombal e Juripiranga, todas localizadas no Sertão da Paraíba, são os municípios com o maior número de pessoas submetidas ao trabalho análogo à escravidão em outros estados do país.

Segundo dados do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), entre 2003 e 2019, 874 paraibanos ou radicados na Paraíba foram encontrados em condições análogas à escravidão em vários Estados do Brasil.

Nesse período, 65 trabalhadores naturais da cidade de Patos foram resgatados, 55 da cidade de Pombal e 24 do município de Araruna, Brejo paraibano.

Já em relação aos paraibanos que residem nessas cidades e foram resgatados em trabalho escravo foram 67 de Patos, 22 de Pombal e 32 de Juripiranga, todos do Sertão do estado.

Um dos últimos resgates de paraibanos ocorreu no mês de julho em Fortaleza, e na ocasião, 11 vendedores em situação de trabalho análogo à escravidão das cidades de São Bento, Catolé do Rocha e Brejo do Cruz, no Sertão, foram resgatados através de uma operação realizada por uma equipe integrada de auditores fiscais do Trabalho, por uma procuradora do MPT e agentes da Polícia Federal.

Os trabalhadores estavam alojados em condições degradantes em um galpão, também utilizado como estacionamento, onde eles não tinham fornecimento de água potável, e as instalações sanitárias eram precárias.

Além das condições precárias em que viviam, os paraibanos ainda eram induzidos a um endividamento contínuo e submetidas a longas jornadas de trabalho diariamente, sem descanso semanal.

Todos os paraibanos retornaram para as cidades de origem após receberem os pagamentos. Ao todo, foram pagos cerca de R$ 42 mil em salários atrasados e verbas rescisórias, valor calculado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, baseado pelo tempo de serviço prestado ao empregador. Além disso, foram emitidas as guias de Seguro-Desemprego Especial do Trabalhador Resgatado, pelas quais as vítimas têm direito de receber três parcelas de um salário mínimo, R$ 1.100 cada um deles.

O levantamento apontou que 88% das vítimas resgatadas são analfabetas ou com ensino fundamental incompleto e 46% são negras.

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