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Ministro da Saúde confirma suspensão de vacina contra a Covid-19 para adolescentes

Agora, a orientação do Ministério é que só sejam vacinadas pessoas nessa faixa etária com deficiências permanentes, comorbidades ou privadas de liberdade.

16/09/2021 13h59 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: R7
Ministro da Saúde confirma suspensão de vacina contra a Covid-19 para adolescentes

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou em coletiva na tarde desta quinta-feira (16) que o governo federal decidiu suspender a recomendação de vacinar irrestritamente adolescentes entre 12 e 17 anos. Agora, a orientação do Ministério é que só sejam vacinadas pessoas nessa faixa etária com deficiências permanentes, comorbidades ou privadas de liberdade.

Em 2 de setembro, o Ministério havia publicado uma nota informativa recomendando a vacinação de todo esse público. Durante a coletiva, Queiroga afirmou que "de forma intempestiva" quase 3,5 milhões de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos receberam a vacina. Desse total, 1,5 mil apresentaram eventos adversos.

A crítica do chefe da pasta é que os estados iniciaram as aplicações antes da data prevista na nota técnica anterior. Secretários de Saúde demonstraram surpresa pela suspensão da imunização de crianças e adolescentes sem uma deliberação tripartite. "Quem fica surpreso sou eu. Porque a vacinação deveria iniciar no dia 15 [de setembro] e, inclusive, foram feitas imunizações com vacinas fora das recomendações da Anvisa."

O ministro explicou que a mudança foi feita "por conta dos eventos adversos e porque o próprio Reino Unido retirou [...]. A evidência científica não é sólida". Questionado sobre o motivo de ter recomendado a aplicação em toda a faixa etária anteriormente, mesmo sem as mencionadas evidências científicas, Queiroga justificou: "a decisão pode ser baseada em especialistas. A medicina e a ciência são dinâmicas e a posição das autoridades regulatórias sanitárias pode mudar", disse, exemplificando com a suspensão anterior da vacina AstraZeneca no caso das gestantes. 

Queiroga afirmou, ainda, que aqueles adolescentes que já tomaram a primeira dose não devem completar o esquema vacinal, exceto se fizerem parte dos grupos prioritários. A nova orientação vale "até que se tenha mais evidências para seguir adiante."

Os adolescentes com comorbidades que receberam a primeira dose da vacina que não a da Pfizer também terão o esquema vacinal interrompido, segundo a recomendação do Ministério. "Não vou autorizar intercambialidade de doses nessa faixa etária", disse Queiroga.

Nova recomendação

O documento com a nova orientação, que consta no Sistema Eletrônico de Informação (SEI), diz que a "Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, na Nota Técnica nº 40/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, revisou a recomendação para imunização contra COVID-19 em adolescentes de 12 a 17 anos, restringindo o seu emprego somente aos adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)."

Entre as justificativas que constam no documento para a não imunização do grupo estão: a Organização Mundial de Saúde não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades; a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela Covid-19 apresentam evolução benigna, apresentando-se assintomáticos ou oligossintomáticos; somente um imunizante foi avaliado em ECR; os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos.

O documento tem assinatura de Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e foi assinado eletronicamente em 15 de setembro, às 21h30.

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