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Anvisa diz que não foi consultada pela Saúde sobre 3ª dose em adultos

Até agora, o planejamento do ministério incluía apenas maiores de 60 anos, pessoas com problemas de imunidade e profissionais de saúde.

16/11/2021 19h30 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Anvisa diz que não foi consultada pela Saúde sobre 3ª dose em adultos

Segundo a Anvisa, a aplicação da dose de reforço ou adicional anunciada pelo Ministério da Saúde não poderá ser iniciada até que as fabricantes dos imunizantes enviem dados para a Agência e que a Anvisa aprove a aplicação da dose de reforço

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta terça-feira (16) que não foi consultada sobre a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas maiores de 18 anos. O anúncio foi feito mais cedo pelo da Saúde, Marcelo Queiroga.

Segundo a Anvisa, órgão responsável por aprovar as vacinas no país, a aplicação da dose de reforço ou adicional anunciada pelo Ministério da Saúde não poderá ser iniciada até que as fabricantes dos imunizantes enviem dados para a Agência e que a Anvisa aprove a aplicação da dose de reforço. Até o momento, apenas a Pfizer solicitou a mudança no esquema vacinal previsto na bula no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira a ampliação da aplicação de uma dose de reforço de uma vacina contra Covid-19 para todas as pessoas maiores de 18 anos e encurtou o intervalo de aplicação para cinco meses após o recebimento da segunda dose.

O ministério definiu, ainda, que pessoas imunizadas com a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, terão que receber uma segunda dose, dois meses após a primeira. Só depois disso também terão direito a uma dose de reforço, cinco meses após completarem o mesmo ciclo.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a partir de agora todos os maiores de 18 anos poderão procurar os postos de saúde para aplicação da terceira dose quando se completar cinco meses da aplicação da segunda vacina. Até agora, o planejamento do ministério incluía apenas maiores de 60 anos, pessoas com problemas de imunidade e profissionais de saúde.

“Temos que avançar mais para que não aconteça aqui o que está acontecendo em alguns países da Europa”, disse Queiroga.

Diversos países europeus, como Alemanha, Holanda, Áustria e Reino Unido, começam a analisar novas medidas de restrição diante da alta de novos casos de Covid-19.

De acordo com dados do ministério, o Brasil já tem 61% da população totalmente vacinada, ultrapassando, segundo o site Our World in Data, os Estados Unidos, sendo que cerca de 75% da população recebeu pelo menos uma dose.

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