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Paraíba tem a oitava pior perda de qualidade de vida do Brasil, aponta estudo do IBGE

Pessoas negras, mulheres e pobres são as mais afetadas. Dados são referentes a 2017 e 2018.

27/11/2021 06h51
Por: Redação Fonte: G1PB
Paraíba tem a oitava pior perda de qualidade de vida do Brasil, aponta estudo do IBGE

A Paraíba registrou a oitava maior perda na qualidade de vida do Brasil, entre 2017 e 2018, de acordo com o Perfil das Despesas no Brasil: indicadores de qualidade de vida, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) que foi divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo, que integra o conjunto de estatísticas experimentais do Instituto, apresenta dois novos indicadores, que medem a qualidade de vida da população.

O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) leva em conta moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde e alimentação, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida e transporte e lazer. O indicador vai de 0 a 1 e, quanto mais perto de zero, melhor a qualidade de vida.

Na Paraíba, o índice foi de 0,208, bem acima da média do país (0,158) e levemente abaixo da do Nordeste (0,209). Entre todas as unidades da federação, o índice paraibano só foi menor que os observados no Maranhão (0,260), no Pará (0,244), no Acre (0,238), no Amapá (0,224), em Alagoas (0,218), no Amazonas (0,216) e no Piauí (0,213).

No ranking nacional do índice de desempenho econômico, que apresenta a capacidade da sociedade gerar recursos e convertê-los em qualidade de vida, a Paraíba também ocupou o oitavo pior resultado (5,504). O índice resulta da combinação do valor da renda disponível familiar per capita com o IPQV.

Além de ter sido inferior ao constatado na média do Brasil (6,201), o indicador do estado só foi maior que os verificados no Maranhão (4,897), no Pará (5,099), em Alagoas (5,264), no Acre (5,318), no Amazonas (5,357), no Piauí (5,462) e no Amapá (5,470).

O perfil da qualidade de vida

Nas famílias em que a pessoa de referência era homem, o IPQV foi de 0,151, um valor menor (consequentemente uma melhor qualidade de vida) do que aquele apresentado quando a família era liderada por mulher (0,169), que ficou acima do índice do Brasil. Já nos domicílios onde a pessoa de referência se declarou branca, o índice foi de 0,123, menor do que o registrado nas famílias em que a pessoa de referência era preta ou parda (0,185).

Maior ainda é a diferença quando se observam os décimos de renda. Entre os 10% que recebem as menores rendas, o IPQV foi de 0,260, o maior nesse recorte. Já para o último décimo, ou seja, aqueles que recebem as maiores rendas, o valor foi de 0,063. Isso significa que a perda de qualidade de vida entre aqueles com menor renda foi mais de quatro vezes superior à do grupo com maior renda.

A perda de qualidade de vida também era maior nas famílias com pessoa de referência com pouca escolaridade. Entre aqueles que não tinham instrução, o IPQV foi de 0,255. Esse valor diminui à medida que os níveis avançam, chegando a 0,076 quando pessoa de referência tinha o ensino superior completo.

Outro aspecto a ser observado é a perda de qualidade de vida relacionada à ocupação. Nesse recorte, o IPQV teve o menor valor (0,093) quando a pessoa de referência era empregador e o maior valor (0,203) quando a pessoa de referência era empregado doméstico.

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