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Unidade de Saúde da Família é interditada devido a mofo, infiltrações, falta de insumos e outras irregularidades, na Paraíba

USF apresenta condições insalubres para o ato médico, com mofo e infiltrações, além de falta de insumos, EPIs e materiais e mobiliários deteriorados

27/11/2021 09h37 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Unidade de Saúde da Família é interditada devido a mofo, infiltrações, falta de insumos e outras irregularidades, na Paraíba

A Unidade de Saúde da Família (USF) Integrada Qualidade de Vida, no bairro do Varjão, em João Pessoa, foi interditada eticamente pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), a partir desta sexta-feira (26). O local apresenta condições insalubres para o atendimento de pacientes, com mofo, infiltração, falta de ventilação, além de materiais e mobiliário deteriorados e falta de insumos e equipamentos de proteção individual (EPI).

No dia 18 de novembro, a equipe de fiscalização do CRM-PB esteve na USF e constatou as irregularidades, que foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa. Nesta quinta (25), o Conselho voltou à unidade e constatou que não foram tomadas providências para a resolução dos problemas do local. Desta forma, desde a zero hora desta sexta (26), os médicos que trabalham na unidade estão impedidos de prestar seus serviços.

 “A unidade de saúde não garante as condições mínimas para um atendimento digno da população, nem oferece um local de trabalho adequado para os profissionais de saúde. É frequente a falta de equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, álcool, por exemplo. Além disso, há sérios problemas estruturais que comprometem o atendimento médico”, afirmou o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza. Segundo ele, já foram solicitadas providências à gestão municipal.

 Conforme o relatório de fiscalização do CRM-PB, a unidade possui seis consultórios médicos, todos com infiltrações e mofo e sem climatização, em alguns faltam pias, sabão líquido, papel toalha e maca para examinar o paciente. Também foi constatado que faltam equipamentos básicos para o exame de pacientes, na sala de curativos faltam materiais e estes têm sido adquiridos pelos médicos residentes, não há segurança no processo de esterilização dos equipamentos, o mobiliário dos ambientes apresenta desgaste e há lâmpadas queimadas.

“Desta forma, infelizmente, tivemos que optar pela interdição ética dos médicos que trabalham na unidade. Assim que as inconformidades forem corrigidas, o CRM-PB voltará à unidade para promover a desinterdição”, completou o diretor de fiscalização.

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