
A Polícia Civil da Paraíba investiga se um pai permitiu que a filha, de 6 anos, fosse vítima de abuso sexual em Vieirópolis, no Sertão do estado. A investigação apura ainda se o caso teria relação com uma dívida envolvendo drogas ou uma possível troca de favores.
Segundo a Polícia Civil, o pai teria deixado a criança sozinha em um cômodo com outro homem, apontado como suspeito do abuso. As circunstâncias do caso e a possível relação com uma dívida ligada ao tráfico ainda estão sendo investigadas e não são tratadas como fatos definitivamente comprovados.
A apuração faz parte da Operação Agamemnon, deflagrada nesta quarta-feira (7) pelo Grupo Tático Especial (GTE) e pela Delegacia de Polícia Civil de Vieirópolis. A ação cumpriu medidas judiciais relacionadas à investigação de estupro de vulnerável.
Durante o cumprimento de um mandado de busca, o homem investigado como possível autor do abuso foi encontrado com aproximadamente 1 kg de cocaína.
Segundo a Polícia Civil, a droga estava dividida em dez porções. Para o delegado Paulo de Tarso, a forma como o entorpecente estava acondicionado indica uma possível atuação do suspeito na distribuição de cocaína na região.
O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A prisão ocorreu em razão da droga encontrada durante a operação e, neste momento, não significa que ele tenha sido preso pelo crime sexual que está sendo investigado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o suspeito já responde a um processo por tráfico de drogas.
O pai da criança também é investigado, mas não foi preso durante a operação.
A Polícia Civil havia solicitado à Justiça medidas cautelares, incluindo prisões preventivas e mandados de busca e apreensão. O Ministério Público se manifestou favoravelmente aos pedidos, mas o Judiciário autorizou as buscas e determinou medidas protetivas de urgência para a criança.
A investigação continua para esclarecer em quais circunstâncias a menina teria sido deixada com o suspeito e verificar se houve alguma relação entre o episódio e uma possível dívida envolvendo drogas ou troca de favores.
A identidade da criança é preservada por se tratar de uma vítima menor de idade e de uma investigação envolvendo violência sexual.