Polícia Fuga
Pacientes fogem de clínica de recuperação de dependentes químicos após denúncias de maus-tratos em Santa Rita
Os pacientes pagavam mensalidades de R$ 1.500 e afirmaram ter começado a suspeitar de um possível golpe.
23/10/2026 07h48
Por: Redação Fonte: Notícia Paraíba

Pacientes de uma clínica de recuperação de dependentes químicos fugiram da instituição na quinta-feira (22), em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo informações recebidas pelo Notícia Paraíba, os internos deixaram o local e seguiram em direção à BR-230.

Os pacientes pagavam mensalidades de R$ 1.500 e afirmaram ter começado a suspeitar de um possível golpe porque os serviços prometidos não estariam sendo oferecidos. Eles também relataram supostos maus-tratos durante o período de internação.

De acordo com os relatos, os problemas teriam começado na antiga sede da clínica, em Pernambuco. Na ocasião, a polícia teria ido ao local e determinado um prazo para a desocupação.

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Depois disso, a empresa transferiu os pacientes para uma unidade em Santa Rita, sob a justificativa de que eles participariam de um retiro espiritual. Segundo os internos, diversos serviços prometidos não foram cumpridos.

Os pacientes também afirmaram que passaram quatro dias enfrentando problemas com a alimentação. Segundo eles, em parte desse período, ficaram sem comida durante boa parte do dia e, no jantar, recebiam alimentos que consideravam estragados.

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Uma das internas relatou ter sido dopada por um integrante da equipe após uma discussão. Segundo os pacientes, o homem seria farmacêutico, informação que não foi confirmada de forma independente.

Outro interno apresentava hematomas aparentes, que, conforme o relato dele, teriam sido provocados por agressões sofridas na instituição.

A equipe do Notícia Paraíba também identificou sinais de precariedade nas instalações, incluindo camas improvisadas no chão.

Durante entrevista à equipe do programa Correio Manhã, pacientes pediram ajuda para entrar em contato com os familiares. Eles afirmaram que estavam sem acesso a meios de comunicação e não conseguiam falar com pessoas próximas.

Os relatos sobre as condições da clínica, a alimentação e os supostos maus-tratos precisam ser apurados pelas autoridades. Até o momento, não foram apresentadas informações sobre eventuais medidas adotadas pelos órgãos responsáveis.